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Hans Stern, o maior ícone da inovação de jóias no Brasil Parte I: o empreendedor
Quando projetamos esta série, desejávamos iniciar com um nome bem representativo, mas isto foi fácil e logo nos veio a mente o nome de Hans Stern, o joalheiro que simboliza a própria inovação. Embora não sejamos especialistas no setor de jóias, este nome se expande além das fronteiras das joalherias.
Hans Stern, ou melhor, H. Stern, o joalheiro brasileiro que na verdade também poderia se chamar de Inovador, tantos são seus trabalhos de inovação.
Inovador é aquele que enxerga aonde os outros não vêem nada ou não sabem como fazer ou tentar. Assim é e faz Hans Stern.
Tudo começou quando conseguiu um emprego em 1941, dois anos após chegar ao Brasil, vindo da Alemanha, como datilógrafo e taquígrafo (datilografia aprendeu na Alemanha no escritório de seu pai e taquigrafia em curso à noite no Brasil) numa empresa exportadora de gemas existente na época, chamada de Cristab.
Nesta empresa pode conhecer o mundo das gemas e imediatamente ficou cativado pelas gemstones do Brasil, pois tinha que viajar para as zonas mineradoras, além disso aprendeu a lapidar pedras.
Os produtos exportados, em pedras e minerais eram naquela oportunidade: o quartzo destinado ao exército americano, a mica e alguns tipos de pedras preciosas, estas vendidas como uma linha secundária na época e o próprio mercado brasileiro tinham pouco interesse por suas pedras.
Em 1943, depois de deixar a Cristab, uma empresa familiar, notou que poderia explorar um novo filão de negócios: a venda de pedras preciosas para os turistas que visitavam o Brasil, que deveria aumentar após o término da II Guerra Mundial, o que realmente ocorreu.
Este foi o foco inicial do jovem empresário independente de 21 anos.
Ele percebeu que, usando seu conhecimento das fontes de pedra preciosa com os lapidadores locais, poderia ter êxito na venda por atacado pedras preciosas aos joalheiros locais.
Inovador é aquele que quebra tradições e sempre é o não conformista. Assim é e faz Hans Stern.
Em 1945, Hans estabeleceu formalmente sua empresa: H.Stern, alugando um conjunto num edifício comercial, o que foi possível com a venda do seu único e valioso bem: um acordeão, a única lembrança trazida da Alemanha, pelo qual arrecadou R$ 550,00 aproximadamente.
"Eu aluguei um pequeno escritório de 1 sala com uma escrivaninha, 2 cadeiras, e um telefone e contratei uma menina jovem para atender durante minha ausência", recorda o Sr. Hans.
Ele foi o primeiro a reconhecer o potencial de promover gemas coradas como algo como típico do Brasil como café, samba e futebol e entendeu que os visitantes queriam voltar para casa com um pequeno "pedaço do Brasil".
Hans percebeu que os joalheiros da época estavam arraigados em paradigmas tradicionais, tratando o turista como um negócio secundário.
Assim, começou a esperar os turistas tão logo desembarcassem para oferecer as pedras do Brasil, criando quiosques nas docas do porto do Rio e posteriormente montando-os nos hotéis da moda, como Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon.
Naquela época, o sucesso eram as gemas asiáticas: o rubi e a safira, e os diamantes da áfrica. As pedras brasileiras, como a água-marinha, a turmalina e o topázio de Minas Gerais, o citrino de Goiás, a ametista e a ágata do Rio Grande do Sul, a opala do Piauí não recebiam valor comercial no mundo das gemas. Hans foi o primeiro a perceber, e agir para capitalizar o valor intrínseco destas maravilhas geológicas.
Percebeu as pedras brasileiras podiam competir em beleza e valor com pedras orientais (rubi, safira e esmeralda), decidiu dar-lhes o tratamento de pedras preciosas e começar a utilizá-las em suas jóias, obtendo grande sucesso entre seus clientes.
Para isto, criou uma cadeia produtiva vertical totalmente integrada e controlada que começa na mina, passa pelo projeto e produção e termina no Certificado de Garantia Internacional do Produto.
Desta forma, H.Stern cresceu continuamente, principalmente pelo sistema "boca a boca". "Desde o início", disse ele, "vendi um bom produto a um preço justo com garantia e serviço pós-venda, o que foi reconhecido pelos nossos clientes".
Assim, a renomada revista Time o considerou o rei das gemas coloridas, capaz de descobrir a personalidade escondida em cada pedra.
Inovador é aquele que acredita nas mãos de um artesão qualificado que dá uma forma imaginável de emoção e criatividade a jóia.
Assim é e faz Hans Stern.
Hans dá os créditos do sucesso de sua empresa, aos seus profissionais que trabalham na sua empresa. "Os brasileiros", diz "são uma fonte maravilhosa para o desenvolvimento de uma mão-de-obra competente e leal. A prata da casa são nossos artesãos, que dão vida às nossas jóias".
"A fé de Hans na próxima geração que é imensuravelmente na sua visão, força e paixão pessoal pela excelência que é quase igual à bondade e consideração que estende a todo o mundo ao seu redor" (Phillip Wagner).
Hoje, aos 82 anos ainda preside todos os dias, sua empresa e está completamente informado sobre as atividades, mas se dá ao luxo de ser mais o primeiro que entra e o último que sai.
Hoje, a H. Stern emprega 3 mil funcionários (2.300 no Brasil e 600 artesãos), a H.Stern atua em 12 países com 160 lojas (70 fora do Brasil, como Estados
Unidos, Portugal, Bahrain, Cazaquistão, França, Inglaterra e Ilhas Cayman, Dubai nos Emirados Árabes, na Grécia e na Espanha.
Algumas lojas são próprias, mas a maioria é fruto da estratégia de parcerias implantadas em 2003. São multimarcas de jóias com conceito diferenciado.
A H.Stern está no ranking das 10 maiores empresas de luxo do planeta. Hoje, a marca criada por Hans dispensa apresentações. É sinônimo de beleza e de bom gosto.
Inovador têm a missão de surpreender os clientes, transformando sonhos em realidade, não somente com produtos de alta qualidade, mas em serviços personalizados e relacionamentos duradouros.
Assim é e faz Hans Stern.
A lista das realizações de H. Stern cresce sem parar, da mesma maneira que seu trabalho continua se expandindo como o universo. Por isso, na 2ª parte, você terá a continuação desse trabalho.
Se desejar ir para a segunda parte, clique aqui AQUI
Fonte: Para esta elaboração, extraímos dados de artigo de Philip Wagner e do site da H.Stern, que agradecemos e creditamos. As marcas citadas são de propriedade dos seus respectivos fabricantes e sua citação é meramente ilustrativa sem infringir as leis de patentes.
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