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Bolívia é retirada do SGP - Sistema Geral de Preferências pelo USTrade e prejudica o setor de exportação de jóias do país

Os governos andinos da Bolívia, Equador e Venezuela ainda usam as táticas anti-imperalistas dos anos 60-80, que agora atingem também o Brasil, que é considerado o "imperalista" da América Latina por esses países.
Atos contra os Estados Unidos (e agora também contra o Brasil) servem somente dar sinal de força do governo de cada país junto a seu povo, conhecidos no jargão popular, como "atos de bravura", mas tem efeitos práticos exatamente contrários.
O presidente da Bolívia Evo Morales qualificou de vingança política a decisão do governo estadunidense de excluir seu país de benefícios alfandegários, conhecidos como SGP e da ATPTEA.
“Estamos diante de uma forma de amedrontar o povo boliviano e passar por cima de sua dignidade”, afirmou o Sr. Evo em entrevista coletiva, no Palácio de Governo no dia 27 de novembro.
No dia anterior, o presidente norte-americano George W. Bush anunciou a exclusão da nação andina do SGP provocada pela o pedido de solicitação de saída do embaixador americano de La Paz pelo Governo da Bolívia.
Os USA possui um tratado de cooperação com os países andinos do Noroeste da América Latina de combate a drogas, conhecido como ATPTEA, cujo prazo final de término é dia 31 de dezembro deste ano. Este tratado está sendo substituído por acordos com cada país, onde já foram feito acordos com o Peru e a Colômbia, faltando formalizar o mesmo com o Equador, a Bolívia e a Venezuela.
Exceto o Equador, outros países tem problemas de formalizar este acordo.
O comércio exterior da Bolívia depende exclusivamente dos USA, para produtos manufaturados. Por exemplo, com jóias e confecções, o percentual é superior a 60% somente para a nação americana. Aliás, sem excessão, os países pertencentes ao Pacto Andino (Peru, Equador, Colômbia, e Venezuela) são extremamente dependentes dos USA e não se podem dar ao luxo de contrariar o Tio Sam. Mais de 50% de todas as exportaçoes destes países são direcionadas para os USA. Em alguns produtos, como jóias em alguns casos, é mais de 90%. O Brasil foi o único país da América Latina que diversificou sua exportação, inclusive em jóias e gemas. Todos os países latino-americanos, sem excessão, dependem muito do irmão americano do Norte.
O ato de bravura do governo boliviano provocou contra-reações na própria Bolívia:
1) Empresas bolivianas de jóias, principalmente a Coabol e Joyabol, com mais de 1000 empregados procurarem outras paragens, principalmente o Peru, onde já estão ou estarão instalando suas fábricas em Piura.
2) Agora, o governo boliviano corre atrás do prejuízo ou procura de alternativas para enfrentar os obstáculos estadunidenses às exportações do país andino, incentivando exportações para outros paises, principalmente a Venezuela e México.
No caso da Venezuela, via intervenção do presidente Chavez, a estatal Fornecimentos Venezuelanos Industriais (Suvinca) e produtores locais materializarão a compra e venda de artigos bolivianos: confecções, textêis, madeira e jóias, em aproximadamente US$47 milhões, acertada durante a Primeira Rodada Bilateral de Intercâmbio e Integração, segundo noticiou a Agencia Boliviana de Informações.
3) Para o Brasil, grande parte das jóias bolivianas já entram por sacoleiras, via Corumbá, deverá se incentivada. Afinal, é necessário escoar a produção boliviana. Devido a problemas com o gás, o governo boliviano se ressente em fazer um acordo similar ao acima citado com o Brasil.
Atualmente, o Peru e a Colômbia são os dois países que procuram desenvolver sua cadeia produtiva joalheira;
- O governo do Peru, como o maior produtor de prata do mundo e o 5o maior de ouro (o Brasil é o 13o) está priorizando o setor joalheiro.
- Da mesma forma, a Colômbia que quer fazer com a jóia colombiana, o mesmo sucesso da esmeralda desse país. Pode conseguir bons resultados, pois possui criativos designers, exatamente o contrário que ocorre com o Peru que precisa determinar um estilo.
O CREBi.com recomenda para os peruanos um mix entre a jóia pré-colombiana do México com a jóia colorida do Brasil, usando as cores exuberantes deste país. Uma linha que poderia ser enveredada.



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