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Antonio M.R. Silva: GIA passa a ser dirigido por mulheres depois de quase um século de dirigentes masculinos

Depois de mais de 2 anos, sem CEO, desde a saída de Bill Boyajian, o GIA adiciona a Sra Donna Baker, como mais uma função, a de CEO, depois de tornar presidente oficial em 2007, cargo que ocupou interinamente.
O Conselho de Governadores do Gemological Institute of America (GIA) nomeou como Chair Board, (digamos uma espécie de Presidente do Conselho), a Sra Susan M. Jacques, em lugar de Ralph Destino que deixou o GIA e recebeu a condecoração principal: Liddicoat Award. Liddicoat é o criador dos 4Cs em 1952 para os diamantes e o patrono do GIA.
A Sra Jacques era presidente da empresa Borsheim Jewelry do Grupo Berkshire Hathaway, pertencente ao 2o homem mais rico, o mega-investidor Sr. Warren Buffet, que possui o maior grupo de joalherias independentes dos USA.
Para ocupar a "vice chair" do "Board of Governors", mais uma mulher, a Sra Anna Martin que era diretora-gerente do Standard Chartered Bank, um banco especializado em damantes.
E a presidenta do GIA Donna Baker, agora também é a CEO do Instituto. Isto quer dizer que o GIA procura passar a responsabidade de suas operações para mulheres, depois de ser dirigida quase que exclusivamente por homes e procura controlar mais suas operações, depois do abalo à sua credibilidade pela exposição pública na expedição de certificados de diamantes falsificados por seus funcionários no escritório de Nova Iorque.
Em poucas palavras, Baker será responsável pelos planos de expansão do GIA, que agora passa a funcionar em todos os mercados do mundo. Por exemplo, a última investida mercadológica aconteceu na semana passada em Botswana. Quem diria o GIA na África. Aliás, desde o ano passado já está operando na África do Sul.
Em outras palavras, Botswana, o segundo maior produtor de diamantes do mundo em volume e o primeiro em valor está formando em sua bela capital Gabarone, que conhecemos, um núcleo de diamanteiros de primeira linha, que por força do contrato que mantém com a De Beers, esta que deslocou de Londres para Gabarone toda sua estrutura e seus associados, conhecidos como "sightholders".
A GIA não quer mais "dormir no ponto" como aconteceu em outras regiões do mundo onde perdeu espaço para os outros 7 irmãos na área de laboratórios gemológicos, o maior negócio do GIA.
No release do GIA, nota-se o seguinte: "Baker será responsável pelos planos estratégicos em adição aos deveres como presidente, responsãvel pelas operações e táticas do negócio da organização".
A nova política dos laboratórios é se posicionar onde estão os diamantes. Esse negócio de enviar diamantes para certificar de um país para outro, não é mais confiável nos dias atuais.
Uma idéia louvável de colocar mulheres nas funções de Presidente, CEO e "Chairwoman do Board". Mais uma vez, o GIA inova, como sempre foi e é sua história.
Nota: O "CREBi Analisys" são preparados em inglês e vertidos para mais 10 idiomas e pretendem apresentar rumos e soluções para joalheria internacional.



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