A maioria dos países latino-americanos tem altas percentagens de exportação dirigidas ao mercado americano e deverão ter uma queda de vendas significativa devido a importância desse mercado para alguns países, como Bolívia, Peru, Colômbia, além do México e República Dominicana.
A Bolívia será o maior prejudicado, pois além do término do acordo de combate a drogas mantido pela América do Norte, conhecido como ADJEPT, que priorizava as exportações para os USA pelos países desse bloco, inclusive de jóias, temos também a atitude de represália criada pelo governo da Bolívia com relação ao embaixador americano na Bolívia.
Logo, em seguida, as vendas das empresas bolivianas para os USA começaram a despencar. Hoje, os USA representam mais de 65% de todas as exportações bolivianas. E o governo americano já tomou a primeira medida de retirar a Bolívia dos paises com os benefícios do SGP. A Bolívia é um país com poucos recursos financeiros e não pode se dar ao luxo de bravatas, principalmente com parceiros que ajudam o desenvolvimento daquela nação.
Algumas empresas bolivianas já tomaram a decisão de mudarem suas fábricas para o Peru.
No mercado boliviano, há aproximadamente 3 empresas de jóias, com mais de 2 mil empregados diretos e indiretos que funciona em formato de consórcio, que está apresentando bons resultados.
Este sistema de trabalho usado na Bolívia deveria ser estudado para emprego em Pedro II no Piaui, Belém do Pará, na zona do Cariri (Ceará) e até em Teófilo Otoni, áreas onde existem micros obreiros de jóias e gemas, que serviria para impulsionar as vendas dessas localidades.
Esta é uma idéia que o SEBRAE e o IBGM deveriam estudar e adaptar.
Mas os bolivianos não dormem no ponto, e vão impulsionar as vendas de jóias internas com a realização da 1a Expo Joyeria e Artesania em 25 de novembro a 7 de dezembro e estão procurando novos mercados. Hoje, o México é um mercado prioritário.
Outro país que terá uma grande queda é o Peru, onde 90% das exportações são dirigidas para os USA. O Peru é o maior exportador da América do Sul para os USA, principalmente de correntes de ouro e prata, uma especialidade do Peru.
O governo Alan Garcia quer tornar o Peru, uma espécie de Tailândia em Jóias na América Latina, uma vez que o Peru é o maior produtor de prata do mundo e 5o maior de ouro e sua produção em jóias não corresponde a pujança de sua mineração de metais preciosos.
Neste mercado, as empresas brasileiras poderiam exportar insumos joalheiros e os designers e consultores brasileiros poderiam ensinar os profissionais daquele país a trabalharem melhor.
A Colômbia, é sem dúvida, um grande mercado para jóias. Os últimos estudos do CREBi.com, realizados nesse mercado revelam que há no mercado 20000 compradores e vendedores de jóias nesse país. Esses dados estão sendo atualizados em nossa seção "Jewelry Import-Export" que será apresentada no novo site.
As empresas mexicanas de jóias possuem uma aproximação muito próxima com os USA, para onde é exportado 35% de toda a produção mexicana de jóias. Assim, será o país com uma queda bastante acentuada.
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