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Foi criada oficialmente a primeira Bolsa de Diamantes da América Latina no Panamá no dia 24 de outubro

O Panamá é uma espécie de entreposto de produtos importados para os países situados nas regiões norte e central das Américas, da mesma forma como é o Paraguai na região Sul. Os joalheiros brasileiros precisam de pensar nesta via de exportação, cujos entrepostos estão situados em duas cidades Colón e Panamá, separadas por aproximadamente 120 km, sendo a primeira ladeada pelo Oceano Atlântico e a outra, Oceano Pacífico, este formando a grande baia do Panamá.
Participaram do evento ministros governamentais panamenhos e os "big men" globais do setor, como Avi Paz, presidente da Federação Mundial das Bolsas de Diamante (WFDB), Gaetano Cavalieri, presidente da Confederação Mundial da Jóia (CIBJO), Eli Izhakoff, presidente do Conselho Mundial do Diamante, Jacob Banda, presidente do Clube dos Comerciantes de Diamante de Nova Iorque, e Alex Popov, presidente da Bolsa de Diamante de Moscou.
O PDE está sendo lançado como a primeira ponta de lança (arrowhead) para transformar o Panamá em um "grande centro de diamantes e jóias para o mercado latino-americano. Quando estiver concluído, o Panamá será o mais completo e ordenado complexo de comércio de diamantes, gemas e jóias", disse Erez Akerman, presidente do PDE para Rapaport News.
O governo pananhemo concordou em iniciar os procedimentos necessários para conceder o status de zona livre permanente, eliminando impostos e taxas nas transações que ocorrerem no prédio que será construido na cidade do Panamá, que será chamado de PDE Tower, junto ao aeroporto, que oferecerá para os diamanteiros toda a infra-estrutura para negócios, incluindo um flat.
Em outras palavras, o governo do Panamá está oferecendo vantagens para a formação de um centro diamanteiro na zonal do canal. Os diamanteiros procuram sempre locais onde possam realizar seus trabalhos sem as trapalhações das legislações. Antuérpia, Nova Iorque, Londres e Ramat Gan já não são pontos tão adequados. Hoje, os melhores pontos são Dubai, Abu-Dhabi, Gabarone, Surat, Chennai, Hong Kong e Shanghai. E agora, também a cidade do Panamá. O próximo centro diamanteiro será em Belarus.
O Sr. Erez explicou ao Rapaport News que a América Latina tem aumentado nos últimos anos os níveis de riqueza, exemplificando que o Brasil possui o maior número de pessoas ricas, depois da Índia nos paises em desenvolvimento e mais que a China.
Ele explicou que há atualmente mais de 12000 lojas de jóias de ouro espalhadas pelos 20 países da América Central e do Sul e nas 23 ilhas do Caribe, representando US$7 bilhões para o mercado de jóias e diamantes. E o principal alvo é o Brasil, onde está quase 50% desse mercado e onde haverá investimentos de incentivo do uso de diamantes, principalmente da aliança de platina e diamantes, o melhor presente de um noivo para sua amada em jóia. No momento atual, o uso da platina tornou-se altamente competitivo com o ouro. Assim, muitos joalheiros precisam olhar para essa matéria-prima.
O primeiro passo é inclusão do Panamá como centro diamanteiro e como membro do Processo Kimberley em novembro na Índia, o passo adicional para aparecimento do Panamá na indústria do diamante.

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