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Em Portugal, Joalheria assaltada agora trabalha com portas fechadas


Em setembro do ano passado, a cidade de Viana de Castelo, noroeste de Portugal, na ocasião em que ocorria um Encontro dos Representantes da União Européia, foi palco de um violento assalto na Joalheria Freitas e no Museu do Ouro que até hoje não foi esquecido.
Seis encapuzados semearam o pânico na Ourivesaria Freitas e no Museu do Ouro Tradicional, provocando um prejuízo superior a 800 mil euros. Destes, o proprietário Manuel Freitas apenas recuperou cerca de 160 mil euros, pagos pela seguradora, já para não falar do receio que todos os dias enfrenta. "Quando vejo um carro a alta velocidade e a parar junto à loja fico logo em pânico", contou ao Diário de Notícias o proprietário.
Agora, a ourivesaria funciona à porta fechada e a entrada é permitida apenas depois de tocar à campainha. "E não é à distância que se abre. O funcionário tem de ir até à porta e ver bem quem é que quer entrar, para não haver surpresas", diz o ourives. A medida, admite, provocou inicialmente apreensão junto dos clientes: "Mas depois perceberam que é para bem da segurança de todos e as vendas até aumentaram", disse.
Para além de câmaras de videovigilância, no interior e exterior, o sistema de segurança actual recorre a vidros à prova de bala e a um espaço blindado no interior, para refúgio de clientes e funcionários, num eventual cenário de assalto. "Pode não ser à prova de tudo, mas se alguém quiser repetir o assalto terá mais trabalho. O que tenho em segurança, devia ser obrigatório para os estabelecimentos do ramo."
Também o museu, que resultou de uma vida de colecção de Manuel Freitas, funciona agora limitado a grupos e com marcações prévias. "Ligam-me, marcam a hora e eu vou lá mostrar o espaço e faço uma explicação sobre as peças. De outro forma, nem eu arrisco", rematou.




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