A Vaaldiam Resources, a maior mineradora de diamantes da América Latina de origem canadense, constantemente apresenta seus relatórios trimestrais abertos obrigatórios sobre suas atividades de mineração para seus investidores. Por esses relatórios, pode-se extrair os mais importantes dados sobre o andamento da mineração de diamantes no Brasil e sempre dá uma contribuição para se conhecer o que se passa nos meandros no mundo dos diamantes no Brasil.
O primeiro ponto que explode numa rápida análise é que os dados de exportação de diamantes e os dados de mineração não batem com as estatísticas de exportação publicadas por órgãos oficiais. Isto dá entender que o KP (Kimberley Process) anda meio capenga na América Latina.
Na Venezuela, aliás já "capengou" de vez. A Venezuela se retirou do KP, mas isto não foi suficiente para os diamantes minerados na região Paragua na Venezuela não chegasse ao seu destino: a Índia. Este fato chegou a criar um contencioso diplomático entre os dois países. Mas o problema se agrava mais, pois na rodada atual da presidência do KP pertence ao um membro da Índia.
Na América Latina, temos 4 países mineradores de diamantes, o Brasil, a Guiana, a Venezuela e agora também o Paraguai. Na América Latina, somente o Brasil e o Uruguai (isto mesmo o Uruguai) possuem Leis de Proteção para Gemas e Metais Preciosas.
Mas voltando ao relatório da Vaaldiam, como está se referindo, extraíu-se alguns dados interessantes:
- A Vaaladiam é uma empresa que acredita no Brasil, está investindo e expandido diversos territórios minerais, como Duas Barras, em Minas, onde seu faturamento vai exceder a US$ 6.5 milhões em 2008 do projetado. Nessa mina, o quilate está numa média de US$165 e onde espera produzir em 2008 35 mil quilates e 850 onças de ouro.
- Em vista do sucesso de mineração, comprou a RST Mineração expandindo sua exploração para mais 23 campos na região e pagando US$ 10 milhões pelas áreas.
- Na mina de Chapada dos Guimarães em Mato Grosso, a média do quilate é US$497 na área do Quilombo e Peba, nesta espera obter melhores graus mais consistentes de diamantes.
- Em Brauna, na Chapada Diamantina, está instalando a 1a planta industrial de diamantes da América Latina para iniciar o funcionamento em outubro. Nesta mini-mina, a empresa informou que recuperou diamantes de 38.12 quilates, um dos maiores do Brasil, inclusive um outro de 7.97 quilates branco.
Mas o fato que chama mais atenção é que as exportações de diamantes do Brasil, estão muito baixas.
Um fato que contradiz os aumentos que estão sendo constados em diversos campos de mineração, principalmente pelo fato que as exportações de 2007 foram prejudicadas pela Operação Carbono que paralisou por 7 meses as exportações brasileiras do produto.
Em 2008, as exportações de diamantes lapidados é zero e as exportações de brutos é quase similar a exportação do ano passado (somente 15% de aumento, conforme o IBGM).
Isto diz que muitos diamantes não chegam a serem certificados no KP.
©2006 ITC