
A De Beers gosta de se declarar com orgulho como uma empresa africana, o que realmente o é. Embora hoje, também esteja explorando diamantes dentro de uma montanha de gelo no Canadã. Esta operação pode dar dores de cabeça para a De Beers. Aliás, é a única operação de mineração da De Beers fora da África, embora ela já estive em muitos países, incluindo o Brasil, principalmente na Austrália, onde perdeu as minas para Rio Tinto por conflitos com o governo, depois de descobrir praticamente a melhor mina dos diamantes rosa, os mais valorizados do mundo.
Mas estas estórias ainda vamos contar um dia, quem sabe.
Na África, a De Beers para evitar problemas gosta mesmo de fazer seus negócios diretamente com o governo, exceto na África do Sul, sua principal sede, onde as relações entre as duas partes andam meio estremecidas.
Mas nos outros países, tudo bem. Agora, começa planejar sua entrada em Angola. Com um pouco de atraso. Mas sempre na pompa que merece uma operação De Beers. No caso de Angola, pouca pompa, por enquanto.
Em Angola, fez uma joint venture com a Endiama, a "jóia da coroa" dos diamantes do governo angolano, denominada ENDEB - EN de Endiama e DEB de De Beers.
Inicialmente, vai explorar uma região nordeste de Angola, fronteira com a República Democrática do Congo - RDC, na província de Lunda Norte, uma região muito promissora em diamantes, onde estão localizados os maiores depósitos de Angola, principalmente em Lunda Sul.
No outro lado da fronteira, a RDC tem grandes depósitos de kimberlitos, o que tornou a RDC, um dos maiores exportadores, superando até Angola, apesar dos problemas políicos desse país.
Aliás, existe uma faixa de terras no centro-sul da África, que começa em Lesotho e Joahnesburg, na África do Sul passa pela Namíbia e Botswana, e chega a Angola e a RDC, que é o maior território de kimberlitos do mundo.
Nesta área, que a De Beers vai explorar, o que faz na Africa do Sul, na Namíbia e em Botswana e agora em Angola.
A Endiama estima que poderá aumentar em mais 7 milhões de carats a produção de diamantes com as atividades da De Beers-Endiama nessa região.
Os diamantes são a 2a maior riqueza de Angola, depois do Petróleo, onde obtiveram um faturamento de US$ 9.3 bilhões e uma
produção de 9.7 milhões de quilates.
©2006 ITC