
A despeito dos novos custos crescentes e tumultos do mercado financeiro, as pessoas muito ricas do mundo (conhecidas como HNWI - high-net-worth individual) e pessoas extremamente ricas (Ultra-HNWI) continuaram buscando artigos de luxo no ano passado, de acordo com o 12º Relatório Anual da Riqueza Mundial da Merrill Lynch e Capgemini.
O relatório mostra que HNWIs e Ultra-HNWIs gastam quantias consideráveis da sua riqueza em investimentos tangíveis de paixão, como belas-artes, automóveis de luxo, iates, times de esporte e jóias, e investimentos intangíveis de paixão, como férias, (um sonho ao vivo".
Jatos, iates, automóveis de alto luxo e outros bens de luxo responderam com r 16.2 por cento dos investimentos de paixão entre HNWIs no ano passado, seguido de perto por belas-artes com 15.9 por cento. Jóias em terceiro lugar com 13.8 por cento e viagens em quarto em 13.5 por cento.
As jóias, pedras preciosas e relógios estão classificados em terceiro lugar como o investimento de paixão mais popular entre a população global de alta renda em 2007, contudo para os HNWIs e Ultra-HNWIs no Oriente Médio e Ásia ocupa o primeiro investimento de paixão nesta região, diz o estudo.
O relatório também diz que as pessoas ricas dos mercados emergentes como a China demonstraram influência significante no luxo global.
"Mesmo como tumulto de mercado financeiro nos Estados Unidos durante a segunda metade do ano, os fabricantes de bens de luxo, os provedores de serviço de alto acabamento e leilões acharam clientes notavelmente nos mercados emergentes da China, Índia, Rússia e Oriente Médio que sustentam o próprio crescimento", diz o Diretor Bertrand Lavayssiere da Capgemini em press-release na semana passada.
De acordo com Merrill Lynch, a indústria de luxo global tende a ser um retardatário na recessãoo econômica que pode explicar por que não experimentou o impacto do tumulto de mercado financeiro de 2007.
Porém, história mostra que investimentos em belas-artes, aviões privados, carros de luxo e outro bens tende a ser favorecidos na recessão econômica. Na realidade, os analistas sugerem que a nova riqueza e demanda do consumidor crescente na Ásia, Europa Oriental e Oriente Médio continuarão excedendo em valor as pressões da baixa econômica em mercados ocidentais.
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