
Embora o joalheiro e o varejista de jóias não possam ser responsabilizados diretamente por problemas advindos da mineração do ouro, prata, platina e dos diamantes e gemas que danificam o meio-ambiente, são agora alvo das ONGs e órgãos governamentais do eco-sistema, inclusive de alguns setores da própria ONU.
Afinal, o produto final tem como matéria principal algum destes produtos. E assim os joalheiros começam ser também responsabilizados pela devastação provocada por estes produtos.
Martin Rapaport estima que existe um mercado de US$ 5 bilhões para Jóia Verde e Jóia Ética. Esse valor é maior que o mercado da jóia de design que nos USA é de aproximadamente US$ 3 bilhões, ou seja 15% do valor total do mercado de jóias finas, que é aproximadamente de US$ 20 bilhões, este por sua vez parte dos US$ 56 bilhões de todos os produtos joalheiros comercializados nos USA.
O CREBi.com tem estudado esse assunto. E este assunto deve ser explorado melhor principalmente pelos joalheiros do Pará (Amazônia) e Mato Grosso (Pantanal). Esses pontos devem ser a partida para se conquistar o mercado externo.
São necessárias idéias revolucionárias para os produtos destes locais poderem interagirem em todo o mundo.
Uma idéia tão revolucionária, igual a que teve o criador da Campanha "No Dirty Gold", que foi uma mineradora de ouro e tornou essa campanha a grande alavanca para vender mais ouro. Quem diria uma mineradora, fazendo campanha para dizer que seu ouro é minerado dentro das normas corretas para o meio-ambiente. A Tiffany, que de boba nada tem, foi a primeira aderir a idéia.
O Brasil precisa a achar alguma idéia que impulsione esse mercado, enquanto os outros países ainda estejam "boiando", como se diz.
Na última JCK Las Vegas, o assunto mais comentado entre os joalheiros foi a Jóia Verde, como será também na New York JA.
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