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A Itália começa a sentir a fraqueza do mercado mundial de jóias de luxo



Na Itália, as feiras VicenzaOro são as épocas que os joalheiros italianos projetam a expansão do setor e ditam as expectativas para o ano corrente.
Assim, na VicenzaOro realizada em janeiro deste ano, o otimismo era tônica, ou seja, o mercado está frágil, mas os joalheiros italianos são fortes e pretendem ampliar as vendas para outros mercados, inclusive o Brasil que é um dos focos da invasão dos produtos italianos.
Na semana passada, foi realizada a VicenzaOro, conhecida como a Segunda, a conversa mudou e foi misturada de otimismo com menor confiança e com intensificação das preocupações sobre o desaquecimento das economias mundial e dos Estados Unidos, que alcançou também as camadas mais altas do mercado.
Na feira internacional de jóias em Vicenza, os grandes joalheiros italianos, antes otimistas pelo alto poder aquisitivo da sua clientela, afirmaram que o crescimento das vendas pode diminuir neste ano, pois a incerteza sobre o mercado norte-americano, enfraqueceu os gastos do consumidor.
A Itália é o país líder no desenho das peças. Suas vendas para os Estados Unidos - o maior mercado consumidor de jóias do mundo - caíram 20 por cento em 2007.
"O mercado norte-americano está em declínio. As pessoas conseguem vender muito menos jóias do que antes", afirmou o designer Roberto Coin, que vende a maior parte de suas encomendas de peças em ouro com diamantes na América do Norte.
Coin acrescentou que "suas vendas nos Estados Unidos e no mundo cresceram mais de 30 por cento nos primeiros cinco meses de 2008, principalmente para o Golfo, mas ele não estava certo de que manteria esse desempenho neste ano".
O Bulgari, o maior grupo joalheiro da Itália, teve quase 9 por cento de queda nas vendas nos Estados Unidos no primeiro trimestre e disse na quinta-feira que sua performance no mercado norte-americano estava abaixo das expectativas.
Paola De Luca, diretora de criação da TJF, uma consultoria e grupo de pesquisa do setor, disse que ainda há grandes compradores o suficiente e que havia lista de espera para comprar as grandes marcas internacionais.
"As pessoas que têm dinheiro querem algo único, encomendado. Então, os joalheiros de produtos de grande identidade estão indo bem. Mas os de nível médio e anônimos estão sofrendo", concluiu.
Fonte: Reuters



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