
O mercado de luxo cresceu em 2006, quando as 22 principais companhias de luxo globais obtiveram um aumento de lucros de 10.2 por cento comparadas com 2005, diz o mais recente relatório da Unity Marketing.
De acordo com o relatório intitulado "Luxury Report 2008: The Ultimate Guide to the Luxury Consumer Market", Giorgio Armani e It Holding/Ittierre foram as companhias de luxo que mais cresceram em 2006, ambos com vendas acima de 30 por cento. Coach, LVMH e Swatch tiveram um crescimento de 20 por cento.
Já em 2007, os resultados somados destas companhias são muito mais modestos devido a uma queda de 4.4 por cento nos gastos pelo consumidor de luxo médio, informa Unity.
"Os americanos ricos se retiraram notadamente na sua conquista por um estilo de vida de alto luxo, notavelmente na segunda metade de 2007", confirma a presidente Pam Danziger da Unity em press-release para mídia na semana passada. "Em 2008, os gastos continuam sendo fracos. Isto colocará tremenda pressão competitiva nos varejistas de luxo diante de um consumidor recentemente resistente em segurar seu dinheiro em lugar de gastá-lo".
Resultados fundamentais do relatório:
— Os consumidores de luxo típicos cortaram seu gasto pessoal em bens de luxo em 12 por cento em 2007, mas aumentaram seus gastos em experiências em 5.2 por cento.
— Gastos por nível de renda são muitos parecidos, incluindo os semi-ricos ($75,000-$99,999), ricos ($100,000-$149,999) e super-ricos ($150,000 ou mais).
— Os consumidores de luxo estavam dispostos gastar mais em certas categorias de luxo em 2007, inclusive arte, antiguidades, produtos de banho, produtos de construção e eletrodomésticos de cozinha. Em luxos pessoais, os consumidores gastaram mais em produtos de beleza, cosméticas, fragrâncias, acessórios de moda (sapatos, não-bolsas) e relógios.
— Os consumidores de luxo em média gastaram 10.8 por cento menos em jóia em 2007, dirigindo-se mais em direção para a prata e pedras semi-preciosas em vez de ouro e pedras preciosas. Os compradores de jóia também tendem sair das lojas de jóias de especialidade e ir mais para a Internet e outros canais direto ao consumidor, onde os preços são mais competitivos.
— A maioria das 35 marcas de designers incluídas no relatório mostra um declínio em níveis de compra em 2007, indicando uma tendência descendente na compra de marcas de moda de designers específicos.
— O materialismo excessivo está em declínio como medida de atitude. "Embora as experiências de luxo sejam agradáveis, são passageiras, assim prefiro comprar artigos de luxo onde posso manter e apreciar". Em 2003, quase dois terços dos consumidores de luxo concordavam com esta declaração. Em 2007, concordavam somente 41 por cento dos consumidores de luxo, uma queda de 22 por cento.
O "Luxury Report 2008" examina o comportamento de compra de consumidores e detalhar os gastos em 22 produtos de luxos e serviços.
Foi pesquisado em 2007 um total de 4284 consumidores de luxo, 64 por cento do sexo feminino e 36 por cento masculino, com uma renda média de US$155 mil e uma idade média de 45 anos.
©2006 ITC