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Lev Levian, o grande tino comercial embate com pequeno faro para ética



Lev Levian é o 5o maior diamantário do mundo e o homem mais rico de Israel. Começou a se destacar na mídia, quando comprou de uma só tacada em maio do ano passado, 4 cartões de visita de Manhattan, um deles é o edifício onde está instalado o jornal New York Times, conhecido como NY Times Building, pagando quase US$ 2 bilhões por eles, além de uma gleba de terras em Las Vegas, onde estuda empreendimentos.
A partir daí, os olhos do mundo se voltam para seus negócios. Soube-se então que este senhor, começou seus negócios na terra onde nasceu, a Rússia, benefeciando-se principalmente da desestruturação da economia com término do comunismo. A Rússia é o maior produtor de diamantes do mundo em volume, mas Botswana toma esse lugar em valor.
Depois emigrou e fixou seus negócios em Israel, da mesma forma como fizeram milhares de russos judeus. Agora, sua morada é na Inglaterra, onde acaba de comprar um castelo para residir e deixando seu irmão em Israel.
Com a ajuda dos russos, que estão bem fixados em Angola, construiu a primeira fábrica de lapidação de diamantes em associação com a estatal angolana Endiama, fábrica essa, diga-se de passagem, a "jóia da coroa" do governo de Angola, tendo quase 300 lapidadores angolanos trabalhando e treinados em Israel por Lev. A fábrica fica na província de Lunda Sul, onde está situada a mina Catoca, que responde sozinha por 70% dos diamantes de Angola. Os diamantes de Angola são do tipo grande, que custam acima de US$1000 o carat.
O Sr. Levian foi o primeiro a levar a idéia "quem minera, lapida" para o continente africano. Juntando os negócios na Rússia e os de Angola com os de Israel no meio formando o triângulo formador de sua riqueza.
Mas o bom tino comercial não está combinando com seu faro para ações de responsabilidade social.
A primeira grande falha do Sr. Levian foi colocar nas vitrines de sua loja em Bond Street em Londres jóias ostentando grandes rubis de Myanmar em plena crise do governo militar em setembro do ano passado, o que levou um repórter do Financial Times a perguntar a Maison Lev qual era sua política com ética em negócios.
Rapidamente, as ONGs se movimentaram e na inauguração de sua mega-loja na Madison Av. em Nova Iorque, teve diversas manifestações na porta de sua loja, o que provocou uma declaração pública de seu trabalho.
Agora, Lev Levian manifesta interesse em abrir duas lojas em Dubai. Foi o suficiente para o governo de Dubai conhecer as primeiras manifestações de uma ONG jordaniana contra essa idéia. O governo de Dubai avisou que ainda não emitiu autorização.
Reportamos a esta estória para dizer aos empresários brasileiros que problemas com a ética podem prejudicar os negócios. As lojas de luxo de Lev Levian precisam contra-ações e não de discussões pela imprensa.
A tempo, o negócio da H.Stern na Rússia, onde já tem duas lojas (a idéia é montar 40) é realizada com a parceria de Lev Levian.



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