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Informalidade é passada por gerações em Campo Grande



Carteira assinada, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias e décimo terceiro não fazem parte da vida de quem atua na informalidade. Mas para muitos, estes não são pontos negativos diante de outras oportunidades.
“Não me vejo fazendo outra coisa. Eu nem sei fazer outra coisa”, afirma Antônio Nuveoli, 44 anos, 18 deles como camelô. A vida dele é de antigas histórias da informalidade.
Ele acompanhou a transição do comércio ambulante nas ruas para o Centro Comercial Popular, o Camelódromo, e os autos e baixos da informalidade. É com a venda de bijuterias que garante a educação do filho, de 15 anos, e o sustento da casa.
Nuveoli garante que a situação melhorou depois que foi para o Camelódromo. Teve mais aceitação ao pedir crédito aos bancos, por exemplo, e sentiu-se menos discriminado.
Na caminhada, chegou trabalhar um mês no mercado formal e desistiu. “Lógico que a vida seria melhor se eu tivesse dinheiro. Mas eu prefiro aproveitar a vida porque não quero ser o cara mais rico do cemitério”.
Hoje, ele acredita que o que importa é cuidar da família e tratar dos filhos. Questionado se os deixaria permanecer na informalidade, como ele, é enfático: “para fazer isso basta gostar”.
Fonte: resumo da reportagem de Sandra Luz do site Campo Grande News

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