
O Brasil sempre criou um aumento no apetite das empresas de bens de luxo internacionais. Só que este apetite vira enjôo quando se conhece o ingrediente do bolo: impostos de importação de 110%.
Os argentinos e os chilenos também tem um imposto adicional, que eles chama de "imposto de suntosidade", que está ao redor de 20%, mas nunca na monstruosidade do Brasil.
Isto é uma barreira para invasão das marcas de luxo estrangeiras para a alegria das grifes brasileiras.
Mas mesmo assim, algumas marcas não se intimidam e querem o mercado brasileiro de qualquer forma.
É o caso da Lacoste, Ermenegildo Zegna, Sony, Montblanc, Nokia e Stella McCartney. E agora trazem para o Brasil o conceito de "Flagstrip" muito usado nos USA.
Este termo se relaciona ao navio mais importante de uma esquadra. No caso do varejo, se refere a uma loja mais espaçosa e inovadora que as normais.
Uma forma de tornar as lojas mais lucrativas pela quantidade de produtos expostos.
Para o mestre do luxo no Brasil, Carlos Ferreira, mais conhecido como Ferreirinha, "as grifes estão procurando escala e o Brasil possui maior escala. Assim, os licenciamentos estão sendo retomados".
O Brasil é um dos poucos países onde as marcas internacionais licenciam seus produtos, deixando a exploração direta com brasileiros, principalmente devido aos impostos.
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