Embora seja o maior produtor de ouro e prata da América Latina (o maior produtor de prata e 4o maior produtor de ouro do mundo), sua joalheria está concentrada principalmente na produção de um único produto: correntaria de ouro e prata e para um único fornecedor: USA.
Hoje, o desenvolvimento de uma indústria joalheira é um projeto prioritário do presidente Alan Garcia.
Atualmente, o Peru está numa situação favorável a outros países do Pacto Andino em relação aos USA, pois é o único que acertou um tratado de livre comércio com aquele país. Isto fez com que as duas maiores empresas de jóias da Bolívia estudem sua transferência para Lima e Piura.
O Peru e a Colômbia são os únicos países do Pacto Andino que mantém relações cordiais com os USA. Em todos esses países, os USA é o maior parceiro comercial com percentagens altíssimas em diversos casos mais de 70% do comércio bilateral. Para Brasil, os USA representa somente 25%, embora o maior parceiro.
Mas a pergunta é como o Brasil pode tirar vantagem dessa iniciativa a seu favor?
Há muitas formas.
- Uma delas é ajudar os peruanos a desenvolver um design baseado em pedras. Neste caso, em pedras brasileiras. O Peru tem pequena variedade de gemas.
- O design de jóias do Peru está ainda aquém do desenvolvimento internacional do setor, como ficou evidente na Feira Peru Moda, realizada na semana passada no Centro Comercial Jóckey Plaza de Lima, onde 20 fabricantes de jóias exibiram seus produtos.
Hoje, o USAID - Agência Americana de Desenvolvimento Industrial está oferecendo uma assessoria, o Brasil pode ser um player neste negócio.
O importante é que o Brasil desta forma se integra no comércio de jóias daquele país. Na última Feninjer, ficou evidente, quando o IBGM convidou diversos representantes de paises da América Latina para visitarem a feira, que a palavra chave é INTEGRAÇÂO.
Este é um bom momento para se fazer a integração.
©2006 ITC