
A Tiffany no setor de jóias é similar a Apple no setor de computadores. Tudo o que diz ou faz, é uma dica a ser seguida por seus concorrentes, principalmente pelos mais próximos, as joalherias finas.
O CREbi.com examinou os relatórios financeiros da Tiffany (a Tiffany é uma empresa de capital aberto), embora os dados não estejam claros, dizem que sua operação na América Latina (exceto México) não anda bem, por isso, não valia investimentos.
Mas a crise econômica americana mudou os rumos da Tiffany e de outras empresas americanas: chegou a hora de investir mais no exterior até que o mercado USA achar uma saída para um novo crescimento.
A joalheria Harry Winston, uma das mais finas de Nova Iorque com lema "8 em cada 10 astros de Hollywood usam HW", também estuda a implantação no Brasil.
Assim, já está valendo olhar melhor para o Brasil, um país estratégico para os negócios da Tiffany, mas esquecido ou abandonado.
Por isso, a primeira iniciativa foi nomear um CEO para o Brasil, sendo escolhida, a brasileira Patrícia Assuí, 37 anos que vivia em Nova Iorque a 15 anos e que tem um curriculum de trabalho em algumas empresas de luxo, como diretora de marketing da Polo Ralpu Lauren e vice-presidente de compras da loja de luxo ABC Carpet, tendo se formado em Administração pela FGV e com especialização em marketing em Berkeley University, na California.
A Sra Patrícia, que está sendo chamada da "Bela da Tiffany" já está apresentando as novidades da Tiffany para o Brasil:
- Vai abrir em maio uma loja no Shopping Cidade Jardim e justifica o consumidor brasileiro está mais para lojas de shopping que lojas de rua. Por isso, fechou a loja de rua nos Jardins (área de Oscar Freire em São Paulo).
- Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Ribeirão Preto são os novos focos da Tiffany.
- A Tiffany está seguindo sua nova política mundial: atacar em todas as frentes, com destaque para linha de alianças Celebration, que custa a partir de R$ 22 mil e jóias de prata que custa a partir de R$ 150. Ou seja, a sacola azul quer captar todos os bolsos.
Finalmente, a meta de Assuí é ser líder no mercado de jóias finas no Brasil. Não é a toa que a Tiffany se autodenomina como "a Joalheria Número Um do Mundo", embora a LVMH rejeite isso.
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