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Todos os anos, Glória Kalil realiza seu Fashion Marketing - Seminário Internacional de Marketing de Moda, que este ano será realizado no dia 7 e 8/4.
Todos os anos, Glória Kalil lança um tema para discussão. Este ano é: "Nossa moda é cara e não somos suficientemente conhecidos no exterior". Kalil com seu Fashion Marketing, tornou-se polêmica. Em 2006, a mensagem era "Moda brasileira brilha, mas não vende".
Cara Glória: suas palavras expressam exatamente o que ocorre com as jóias. Você acertou na moda de roupas, também talvez, sem querer ou por querer, acertou nas jóias brasileiras no exterior.
Sobre o mercado brasileiro, Kalil o divide em 3 classes em relação da moda:
"- Classe AAA sempre comprou e vai continuar comprando.
- Classe C e D, agora com mais dinheiro no bolso, consomem moda das grandes redes, (Riachuelo, C&A, Renner, etc...).
- Classe média está começando a respirar de novo”.
O ponto forte do Fashion Marketing deste ano será como transformar criatividade em negócios. Este será um bom tema para a Feninjer de agosto. Já temos até o conferencista certo a ser chamado, que certamente aceitará o convite para vir ao Brasil: a Tous.
Ela nos irá ensinar como transformar uma empresa familiar em uma potência de 350 lojas.
Mas Kalil vai mais a fundo no problema, dizendo que a moda está mais para a mídia que propriamente para o negócio da venda.
Mais uma vez, Kalil acerta em jóias outra vez. Muitos operam assim aqui também.
"O Brasil não sabe trabalhar com marcas. Nem com marca de café sabe. Nossas indústrias estão ficando velhas, e não estão se dando conta que estão adultas. Ainda continuamos pensando na mesma forma quando eram adolescentes. Somos ruins em preços, porque somos desorganizados, não temos investimentos em marca. Enquanto isto, nossos concorrentes se armam até os dentes".
Seguindo o tema proposto para Kalil, seria o caso de perguntar:
Será que vamos perder o negócio de jóias para os indianos, chineses, tailandeses?
Como os americanos e europeus, já perderam o negócio de eletrônica. Nem a Philips, o último baluarte europeu, resistiu.
Isto pode acontecer, principalmente agora que os asiáticos elegeram a jóia de design como alvo prioritário.
Mas Kalil dá a resposta para isto: inovação e marcas.
Uma das palestas do Fashion Market é do italiano Maurizio Borletti, proprietário de duas conhecids redes de varejo da Europa, Printemps na França e La Rinascente, na Itália. Só esta você não poderia faltar a este evento.
Kalil, termina a entrevista com O Estadão dizendo "Quem olha para trás, virá estátua de sal. Não se olha para trás.
Este artigo foi preparado com base na reportagem publicada pelo O Estadão em 23/03 na Seção Direto da Fonte de Sônia Racy com texto de Doris Bicudo, que poderá ser lida na íntegra pelo
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