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Análise CREBi.com: Ouro ultrapassa a US$ 1000 depois de 28 anos



O ouro, depois de 12 dias entre altas e quedas, finalmente rompe a barreira dos US$ 1.000 a onça na semana passada.
Atualmente, esta escalada não representa outra crise, mas uma forte subida das matérias primas: trigo, soja, e principalmente os metais. A crise ainda não ocorreu, mas pode acontecer.
O ouro não é uma matéria-prima normal, possui um papel fundamental no sistema monetário.
Quando os mercados titubeiam, o ouro brilha com luz própria. Sempre atuando como refúgio para os mercados. Isto acontece mais uma vez agora.
Cada dado negativo nos Estados Unidos, o ouro se eleva, refletindo seu papel de ativo seguro.
A escalada do ouro se dá por quatro motivos principais: forte demanda mundial, queda da produção, debilidade do dólar e especulação.
Forte demanda mundial
A pujança dos países emergentes, principalmente a Índia e China na cabeça, tem criado uma demanda por ouro feroz. Nestes países, a jóia é vendida por peso, desta forma como investimento. Mesmo com preço de ouro nas alturas, as compras continuam.
Queda de produção
Ao mesmo tempo, ocorre uma queda de produção de ouro, principalmente na África do Sul, o maior produtor até 2006. As minas desse país, depois de mais 100 anos sendo exploradas, estão mostrando esgotamento. As profundidades são maiores, e os problemas, idem.
Conforme dados do Conselho Mundial de Ouro, haverá falta de ouro dentro de 15 anos.
Debilidade do dólar
Aí se encontra o maior problema para crescimento dos preços do ouro: problemas econômicos americanos podem criar o que o CREBi.com chama do "Grande Baque", que poderá ocorrer ainda este ano. Enquanto uma solução não for encontrada, o perigo existe. No momento, tudo caminha para isto.
Especulação
No ouro, a especulação não tem muito efeito ou influência, tanto dos investidores, como dos mineradores e joalheiros. Ajuda a aumentar o preço, mas é só. Quem manda neste mercado, são os bancos centrais que possuem os maiores estoques que poderão determinar o valor do mercado, se quiserem. Os investidores são precavidos. Não querem entrar em erros passados.


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