
A cotação do ouro atingiu um novo recorde histórico na semana passada, subindo até 948,59 dólares a onça em Londres, enquanto a platina chegava aos 2.192,50 dólares a onça.
Os investidores refugiam-se geralmente nos metais preciosos em períodos de tensões inflacionistas, como é o caso atualmente.
Os preços no consumidor subiram um pouco mais do que previsto em Janeiro nos Estados Unidos com um aumento de 0,4 por cento face a Dezembro e de 0,3 por cento excluindo a energia e a alimentação.
O que está acontecendo, afinal?
Em janeiro, o CREBi.com previu que o ouro poderia chegar a US$ 1.000 no final de fevereiro, não chegou. Mas se aproxima.
Hoje, não temos dúvidas que em março, isto ocorrerá.
Os problemas americanos ainda persistem e estão ficando mais difíceis de serem contidos e mais claros que a economia americana não está bem.
Qualquer momento, essa bomba pode detonar e aí o limite será de US$ 2000 a onça para o ouro.
Por enquanto, o FED tem controlado satisfatoriamante a situação e mantendo sob o controle os problemas. Se conseguirem passar essa fase, os USA retornará ao crescimento a partir de outubro deste ano. Vamos torcer neste sentido.
Platina
A platina está hoje em US$ 2.170, mas alcançou na semana passada quase US$ 2.200 a onça.
Esta matéria-prima não tem nada a ver com os problemas americanos como ouro.
A elevação de seus preços são especificadamente problemas de mercado.
São dois problemas distintos:
1) A África do Sul é hoje a produtora de 70% do consumo mundial. Devido a problemas de energia na África do Sul, sua produção nas minas de platina teve uma redução entre 10 e 20%.
2) Ao mesmo tempo, devido a problemas ambientais, o uso da platina nos catalizadores automobilísticos tem aumentado.
Estes dois fatores unidos tem aumentado substancialmente os custos da platina.
No caso de joalheria, o uso de platina não supera a 15% da produção mundial e pode ser muito bem substituída por um metal do grupo, como o paládio.
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