O CREBi.com, para o desenvolvimento do setor joalheiro do Brasil, tem constantemente apresentado novas propostas e soluções, assim como tem defendido o setor em algumas áreas e principalmente colocou o setor em novo patamar de informações joalheiras.
Assim, apresentou em 2005, o projeto das certificações profissionais, que não se solidificou. A partir daí, com os recursos obtidos da MMB Foundation, preparou um plano para o crescimento do setor comercial, que consta principalmente da distribuição de jóias em pontos de comercialização não tradicionais. Este projeto apresentou sucesso no Grande Varejo, mas precisa de reparos e expansão.
Ao mesmo tempo, trabalha para defender o setor em algumas causas, como o foi caso do Sistema Geral de Preferências americano em 2006.
Mas o principal trabalho do CREBi.com está no fornecimento de informações joalheiras, colocando o setor de jóias como o mais bem informado do Brasil, a nível global.
As informações geram entre outros benefícios, novos negócios e novas idéias para tomada de decisões das empresas.
Uma destas idéias é referente uma nova estruturação das empresas joalheiras do Brasil.
Hoje, no Brasil, como em todo o mundo, a maioria das empresas joalheiras é de micro porte. Por exemplo, tomando-se os dados da AJOMIG, há aproximadamente, 820 empresas joalheiras em Minas Gerais, destas somente 18 são de pequeno porte, 2 de médio porte e o restante, micros. Este panorama se reflete em outros estados do Brasil e outros países.
No mundo globalizado atual, um panorama como apresentado acima, terá pouca estrutura para crescimento. Há necessidade de reformulações com empresas mais fortes que motivem os pequenos a especialização.
E isto já está acontecendo na Índia e na Itália e precisa ser pensado no Brasil, principalmente agora que existe um grande esforço para aumentar as exportações, assim como um crescimento possível no mercado interno.
Itália
A Itália teve um grande baque em seu faturamento de jóias, principalmente nas suas exportações, caindo do topo de US$ 6 bilhões para US$ 2.5 bilhões.
O que aconteceu? A Índia, Tailândia, Turquia e Hong Kong, entre outros, se apoderaram desta parcela de mercado.
Porque? Falta de estrutura das empresas italianas muito pequenas para competir no mercado internacional é um dos principais motivos.
Só design não é mais suficiente para os italianos. Talvez, um aviso para nós. Na última VicenzaOro, este foi o principal assunto debatido.
Um dos exemplos mostrados: grupo DIT, que controla a Damas, líder do varejo de jóias do Oriente Médio, e que agrupou 5 fabricantes italianos no seu manto e todos estão crescendo: Stefan Hafner, Io Si, Roberta Porrati e La Nouvelle Bague.
“Na Itália, nós dizíamos que “Pequeno é Bonito”. Agora dizemos que ‘Pequeno é Fraco”, disse Ilaria Furlotti, executiva principal do Grupo DIT. “O desenvolvimento de mercado requer companhias grandes... Consolidação é obrigatória para o futuro... juntando-se forças, podemos alcançar crescimento mais forte”, disse Furlotti em conferência na feira de Vicenza em julho.
Furlotti notou que o faturamento combinado dos quatro joalheiros da DIT: Stefan Hafner, Io Si, Roberta Porrati e La Nouvelle Bague foi de €25 milhões, este ano, um aumento de 30% contra as vendas individuais combinadas de um ano atrás. Ela prevê um aumento de vendas de 25% no próximo ano e 100% de aumento nos próximos cinco anos.
Este mesmo conceito levou o grupo italiano Mariella Burani a integrar quatro joalheiros em 2007: Facco Corp., Valente Gioiellieri, Rosato Gioielli Srl, e Calgaro Srl para crescer juntos. Uma idéia que pode ser perseguida também no Brasil junto com empresas de vestuário.
India
Na Índia, Tailândia e China (Hong Kong), temos empresas de grande porte, com mais de 2000 empregados e com faturamento acima de US$ 500 milhões.
Acostume-se com esses nomes de empresas indianas: Rajesh, Gitanjli, Reliance, Tanishq, Ramesh... Já estão comprando empresas nos USA para fixarem o pé firme no mercado americano.
Brasil
O Brasil comporta bem um mínimo de 4 empresas grandes no setor de ouro e 2 no setor de bijuterias/folheados. Algumas empresas do Rio, São Paulo/Rio Preto e Minas poderiam se agrupar para formar outras mais fortes. O mesmo pode ocorrer em Limeira.
No Brasil, somente há 1 empresa de grande porte: H.Stern, que continua crescendo agora na Rússia.
Esta é uma semente que deverá florescer. Um assunto a ser debatido nos Encontros Joalheiros futuros. Pratique o brinstorming.
©2006 ITC