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Matéria escolhida

Posicionamento sobre a matéria "Agora querem treinar detentos na arte da joalheria"

Recebemos da joalheira Simonetta Sandroni, o seguinte e-mail, que agradecemos:
A sua matéria "agora querem treinar detentos na arte da joalheria" trouxe um sentimento bem negativo para mim.
Em primeiro lugar: qual a diferença, para um assaltante de joalheria, se ele sabe produzir jóias artesanais ou não?
Em segundo lugar, e principalmente: aqui em SP, com apoio do IBGM e AJESP, fizemos um programa de treinamento há alguns anos, chamado "Minha Vida Ficou Jóia", com CRIANÇAS DE RUA da cidade de SP. Tivemos ótimo resultado, e nenhum crescimento em assaltos, ou envolvimento destes menores em ações negativas no setor.
Muito pelo contrário, alguns deles foram encaminhados, e aprenderam o valor do trabalho. Um deles, inclusive, veja bem, menor morador de ruas em SP, continuou sua jornada, e hoje é ourives contratado, com carteira assinada em uma respeitadíssima joalheria em SP. Fez inclusive (desenho, modelagem, execução e cravação) da jóia da capa do último catálogo. Dar ouro ao bandido? Para mim, parece mais dar UMA CHANCE. Ás vezes é tudo o que um ser humano precisa: uma chance.
O artigo em questão me parece bastante preconceituoso e inoportuno.

A seguir, o artigo que motivou o e-mail acima:

Alerta CREbiseg: Agora querem treinar detentos na arte de ourivesaria

A Penitenciária Industrial Regional do Cariri (Pirc), em Juazeiro do Norte, oferece atividades de ressocialização, por meio da educação e da profissionalização dos detentos. Uma idéia muito louvável.
Mas entre os diversos treinamentos está o de ensinar a detentos a arte de ourivesaria.
O Brasil assiste quase diariamente crimes contra joalherias. Passar a ensinar essa arte para criminosos, pode-se tornar um grande perigo para a formação de quadrilhas especializadas.
Uma das diferenças existentes entre o Brasil e outros países, é que aqui quase inexistem quadrilhas especializadas em roubos a joalheiras exatamente por falta de conhecimentos técnicos.
No ócio de uma cadeia, é muito fácil um aprendiz passar as técnicas aprendidas para criminosos profissionais.
Foi uma má idéia de um empresário de Juazeiro do Norte entregar para detentos a montagem de bijuterias. Daí, para jóias de ouro foi um pulo.
Mas o pior de tudo, conforme reportagem de O Povo de Fortaleza foi o Senac ou Senai (confuso na reportagem) de oferecer as bolsas de estudos para 2 alunos. É importante mostrar a essas instituições o perigo que representa essa idéia.


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