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Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia realiza sua conferência mundial sobre diamantes

A jóia de diamante é a jóia mais vendida no mundo representando 32% de todo o faturamento mundial de jóias. No Brasil, a jóia de diamante tem uma parcela pequena, apesar dos esforços da De Beers na década de 60 de criar aqui o vínculo do casamento com o diamante, ou seja, sem diamante não existe casamento, pois dois são eternos. A idéia ficou, mas não teve grande aceitação.
Agora, a área de diamantes no Brasil, como no mundo, está mudando. E algumas atitudes poderiam ser tomadas para ajudar o desenvolvimento da jóia de diamante.
Uma delas já foi dada pela implantação de uma fábrica dedicada a lapidação de diamantes em Mato Grosso. Mas não é suficiente. Os governos estaduais (Mato Grosso, Rondônia, Minas, Bahia) e o Federal deveriam instituir resolução, não obrigatória, onde 25% (na África é de 50%) de todo o diamante recuperado no Brasil, deveria ser destinado ao beneficiamento no Brasil. Quem não destinar esse percental, pagaria uma taxa que seria destinada ao desenvolvimento do setor.
Esta proposição tem razão de ser, pois somente 15% de todo o diamante recuperado no Brasil é beneficiado aqui.
E novo padrão mundial é "quem minera, beneficia". Não é social e ecologicamente justo "arrebentar" com solo africano (diga-se de passagem, um pouco pior que o do Nordeste Brasileiro) e serem recompensados com somente 10% da lucratividade dos diamantes.
O mesmo se aplica ao Brasil, principalmente agora que as mineradoras, inclusive as estrangeiras, que estão muito ativas.
É exatamente este é o assunto principal que vai se tratado na Conferência de Antuérpia, e em março do próximo ano em Israel e em julho, em Angola.
Como fazer essa transferência de forma harmoniosa, "sem quebrar" os esquemas existentes principalmente em Antuérpia, Israel e Índia.
Todos os 3 players já estão tomando suas providências, sendo os israelistas os mais agressivos.
Política de Israel: Os israelistas estão atacando em duas frentes na exploração e no comércio.
Na exploração, estão se propondo instalar fábricas de lapidação nos países produtores, o que estão fazendo em diversos países, incluindo o Brasil.
No comércio, estão ingressando intensivamente na China e Rússia.
Política de Antuérpia: Querem oferecer os serviços para diversos países, com a instalação de escritórios em Israel, Índia, China, Japão.
Também se propõem em instalar fábricas de lapidação nos países produtores, como acabaram de fazer na Namíbia.
Política da Índia: Explorar os recursos minerais de ouro e diamantes na própria Índia, onde já existe um programa governamental neste sentido.
Ajudar os países produtores com pessoal de mineração.
Política do Brasil: O Brasil deverá aproveitar o momento em que todos os países procuram se posicionar nesta nova estrutura, para criar uma nova política: - Reduzir a parcela de exportação de pedras brutas, tanto para os diamantes como para outras gemas.
- Desenvolver os polos de Teófilo Otoni e Governador Valadares.


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