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Pela primeira vez joias abriram os desfiles da Trend Minas, a feira mineira da moda

    10/10/2017
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Realizou-se na semana passada no Expominas o Minas Trend, a semana mineira de moda com 212 expositores e com salões de negócios do setor para os segmentos de vestuário, joias, bijuterias, bolsas, calçados e acessórios e com apresentação de desfiles para a temporada de moda Outono-Inverno 2018.
Nesse tipo de evento, quem toma conta da passarela é o vestuário, mas desta vez quem abriu o desfile em primeiro plano foi a joia.
Pela primeira vez no Brasil, os looks dos joalheiros foram mostrados em desfiles em peças suntuosas que "vestiam" as modelos, cobertas apenas por túnicas de cetim, desfilando ao som do coral SesiMinas numa iniciativa do Sindijoias/Gemas MG.
Entre as marcas participantes está a Lázara Design, cujos produtos costumam ser classificados como fortes, ousados, alegres e elegantes. A grife lançou sua Coleção Festa "Paris, um novo olhar", inspirada nos contrastes, na arquitetura e nas características culturais de alguns dos bairros mais importantes da capital da França.
Caleidoscópio: o atelier de joias e acessórios de moda artesanais é o resultado do trabalho das arquitetas Jeanine, Mailda e Renata Fontan, que apresentam produtos originais e bem brasileiros.
Claudia Arbex: conta com peças bem femininas, além de muito brilho e glamour. Está sempre de acordo com as tendências mundiais que são verificadas no segmento.
Hector Albertazzi: as pedras da marca são lapidadas em oficinas próprias. Conta com coleções modernas alinhadas às últimas tendências internacionais.
Marieta Rigoni: a marca é impulsionada pelo desafio de explorar a estética e a funcionalidade dos materiais, tecnologias e processos, para oferecer algo único. Para Carlos Penna, coordenador-geral do desfile do Sindijoias-Gemas/MG, diz que o mercado de joias em Minas é muito grande, mas já havia um bom tempo que não havia um desfile concentrado em joias como este. Aliás, essa estreia vem junto com um momento diferenciado do setor, que ampliou a sua forma de atuação.
"Antes, as marcas focavam mais nas questões das pedras. Hoje, a gente vê várias grifes usando diversos materiais, com linguagem mais minimalista, explorando um universo mais amplo; não se fica mais só no tradicional", salienta Penna.
Até que enfim, o mercado está se dirigindo para essa matiz que o CREBi.com já vem comentando em seus relatórios mais de 5 anos.
"Estamos trazendo novidades. Não só o Brasil, como o mundo todo, vive uma fase de transição. Precisamos rever a forma de trabalhar, o que vamos apresentar. Antes, se fazíamos algo e errávamos um pouco, não havia problemas, porque o que vendia cobria os gastos. Hoje, uma coleção errada pode ser muito mais prejudicial", diz Lázara Ferreira, que mantém a marca que leva o seu nome há 25 anos.
Para o vestuário, a cartela de cores, o destaque foi para vermelho acompanhado do amarelo, azul e preto em grafismos e estampas.
Como um contraponto às vibrações das nuances quentes do vermelho, tonalidades terrosas como rosa, azul claro e musgo. Entre as tendências para acessórios, os maxibrincos com esferas e espirais, que apareceram também no desfile de abertura e parece que vieram para ficar.
Outro destaque foi a marca de bolsas Lucchetto da mineira Mariana Magalhães fabricada em um mix de textura em couro de cabra.

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